A Estação de Tratamento de Água (ETA) Central é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 83% da população do município de Brusque.
A captação de água bruta está localizada no bairro Guarani e é composta por três conjuntos motobomba, cada um possui capacidade individual de 250 L/s, sendo que a operação ocorre com dois conjuntos em paralelo com capacidade total de 445 L/s, os conjuntos possuem motores com potência nominal de 300 CV. Esses equipamentos realizam a captação da água diretamente do Rio Itajaí-Mirim.
Após a captação, a água é recalcada até a ETA Central, percorrendo aproximadamente 1.200 metros, com um desnível geométrico de cerca de 60 metros.
O sistema de adução é constituído por três adutoras, com diâmetros de 500 mm, 400 mm e 250 mm, permitindo uma vazão máxima de aproximadamente 1.620.000 litros de água por hora (um milhão e seiscentos e vinte mil litros de água por hora).
Ao chegar à Estação de Tratamento, a água bruta passa por uma série de processos físicos e químicos destinados à remoção de impurezas e à garantia da qualidade da água distribuída à população, compreendendo as seguintes etapas:
O pré-sedimentador é a unidade responsável por receber toda a água bruta proveniente da captação. Sua principal função é promover a sedimentação das partículas de maior granulometria, reduzindo a carga de sólidos em suspensão antes das etapas subsequentes do tratamento.
A água permanece nesse compartimento por um tempo médio de detenção de aproximadamente 10 minutos, período suficiente para que as partículas mais pesadas sedimentem por ação da gravidade.
No início do pré-sedimentador é realizada a pré-oxidação da água, com a finalidade de dimnuir a matéria orgânica, o ferro e o manganês presentes na água bruta, além de auxiliar no controle de odores e sabores. Em seguida é efetuada a correção do pH, adequando as condições da água para otimizar as etapas seguintes do tratamento.
Na saída do pré-sedimentador é realizada a dosagem do coagulante, cuja função é desestabilizar as partículas coloidais presentes na água. Associado à alcalinidade adequada e à mistura rápida (agitação enérgica), esse processo promove a coagulação, etapa fundamental para a formação dos microflocos que serão posteriormente desenvolvidos durante a floculação.
O floculador é a unidade do sistema de tratamento destinada à floculação, processo no qual ocorre a aglomeração das partículas desestabilizadas na etapa de coagulação.
Esse compartimento é equipado com agitadores de baixa rotação, responsáveis por promover uma mistura lenta, contínua e homogênea da água com o coagulante. A intensidade da agitação e o tempo de detenção são parâmetros fundamentais para o desenvolvimento adequado dos flocos, pois favorecem o contato entre as partículas sem provocar sua ruptura.
Durante essa etapa, os microflocos formados na coagulação se unem progressivamente, originando flocos maiores, mais densos e com maior capacidade de sedimentação, tornando-os aptos para a etapa seguinte do tratamento.
Em situações de elevada turbidez da água bruta, geralmente ocasionadas por chuvas intensas e outros eventos climáticos, pode ser realizada a dosagem de polímero auxiliar de floculação. Esse produto aumenta a resistência e o tamanho dos flocos, proporcionando maior eficiência na remoção de sólidos durante o processo de decantação e contribuindo para a melhoria da qualidade da água tratada.
O decantador é a unidade responsável por receber a água proveniente dos floculadores, contendo os flocos formados durante a etapa de floculação. Sua principal função é promover a separação desses flocos da água por meio do processo de sedimentação, reduzindo significativamente a quantidade de sólidos suspensos antes da etapa de filtração.
A ETA utiliza o sistema de decantação acelerada com placas planas lamelares, que otimiza o aproveitamento da área útil dos decantadores. Cada unidade é composta por um conjunto de placas inclinadas a aproximadamente 60°, que ampliam a superfície de sedimentação e reduzem a distância de queda das partículas, favorecendo sua deposição e proporcionando maior eficiência ao processo.
Os flocos sedimentados acumulam-se no fundo do decantador, que possui formato cônico, ou inclinado, facilitando sua concentração e remoção. O lodo é descartado periodicamente por meio de descargas intermitentes, garantindo a eficiência operacional da unidade e evitando o acúmulo excessivo de sólidos.
A Estação de Tratamento de Água Central dispõe de sete unidades de decantação, que operam de forma integrada para assegurar elevada eficiência na remoção de partículas e na produção de água de qualidade para as etapas subsequentes do tratamento.
Os filtros constituem a unidade responsável pela etapa de filtração, cuja finalidade é remover as partículas remanescentes que não foram retidas no processo de decantação, reduzindo a turbidez da água e promovendo significativa remoção de microrganismos, contribuindo para a eficiência do processo de desinfecção.
A ETA é equipada com filtros rápidos por gravidade de leito misto, compostos por fundo falso dotado de crepinas ranhuradas, camada suporte de seixos rolados, meio filtrante de areia e camada de carvão mineral antracito. Nesse sistema, a água decantada escoa de forma descendente, atravessando os meios filtrantes, onde ocorre a retenção das partículas em suspensão, resultando na produção de água com elevada qualidade.
Os filtros utilizam tecnologia exclusiva de empresa brasileira já testada e aprovada no mercado a mais de 20 anos , detentora da patente do sistema de filtração e retrolavagem, que proporciona elevada eficiência operacional e otimização da limpeza dos leitos filtrantes.
A limpeza dos filtros, denominada retrolavagem, é realizada periodicamente por meio de duas etapas. Inicialmente é efetuada a insuflação de ar, promovendo o desprendimento das partículas retidas no leito filtrante. Em seguida, realiza-se a inversão do fluxo da água, que passa a percorrer o filtro de baixo para cima, expandindo o leito filtrante e removendo as impurezas acumuladas, as quais são conduzidas ao sistema de drenagem para descarte.
A Estação de Tratamento de Água Central possui 14 unidades de filtração, que operam de forma integrada para garantir elevada capacidade de produção e a manutenção dos padrões de qualidade da água distribuída à população.
Desinfecção e Fluoretação – Sistema de Cloração
Após a etapa de filtração, a água é encaminhada ao reservatório de contato, onde são realizadas as etapas finais do tratamento, fundamentais para garantir sua qualidade microbiológica e adequação aos padrões de potabilidade.
Nessa unidade é efetuada a desinfecção da água por meio da dosagem de cloro gás, com a finalidade de eliminar microrganismos patogênicos e manter um residual de cloro livre ao longo do sistema de distribuição, assegurando a qualidade da água até o ponto de consumo.
No mesmo processo, é realizada a correção final do pH, adequando as características físico-químicas da água aos parâmetros estabelecidos pela legislação vigente e contribuindo para a redução da corrosividade da rede de distribuição.
Também é realizada a fluoretação da água, mediante a dosagem controlada de ácido fluossilícico, em conformidade com os padrões legais e sanitários. A fluoretação constitui uma importante medida de saúde pública, contribuindo para a prevenção da cárie dentária e para a promoção da saúde bucal da população.
A água permanece no reservatório pelo tempo de contato necessário para que o processo de desinfecção seja efetivo, sendo posteriormente encaminhada aos reservatórios de distribuição e, em seguida, à rede pública de abastecimento.
Após a conclusão de todas as etapas do tratamento, a água é encaminhada aos Reservatórios 1, 2 e 3, que funcionam como reservatórios de acumulação (cisternas) e regularização operacional, com capacidade total de armazenamento de aproximadamente 1,9 milhão de litros.
Na sequência, a água tratada é transferida para os Reservatórios 4 e 5, responsáveis pelo armazenamento estratégico e pela distribuição à rede pública de abastecimento. Esses reservatórios possuem capacidade de 3,0 milhões de litros e 6,5 milhões de litros, respectivamente, garantindo reserva suficiente para atender às variações de consumo da população e proporcionar maior segurança operacional ao sistema de abastecimento.
Ao todo, a ETA Central dispõe de uma capacidade de reservação superior a 11 milhões de litros de água tratada, contribuindo para a continuidade e a confiabilidade do abastecimento público.
Além da ETA Central, o SAMAE opera 4 ETA’s descentralizados de tratamento de água, estrategicamente distribuídos em diferentes bairros do município. Essas unidades complementam o sistema de abastecimento, atendendo regiões específicas e contribuindo para a segurança hídrica, a melhoria da distribuição e a continuidade do fornecimento de água potável à população.
O Sistema de Tratamento de Água do Ribeirão do Mafra é abastecido por uma captação superficial em barragem de nível constante, cuja água bruta apresenta excelentes características de qualidade, possibilitando a utilização de um processo de tratamento simplificado.
O tratamento é realizado por meio de filtros lentos, tecnologia que promove a remoção de partículas e microrganismos através de processos físicos, químicos e biológicos desenvolvidos no leito filtrante, garantindo elevada eficiência na produção de água potável.
Após a filtração, a água é conduzida por gravidade até o reservatório de contato, onde são realizadas as etapas finais do tratamento, compreendendo a desinfecção, por meio da dosagem de agente desinfetante, e a fluoretação, mediante a aplicação controlada de ácido fluossilícico, em conformidade com os padrões estabelecidos pela legislação sanitária.
Além de proporcionar o tempo de contato necessário para a efetividade da desinfecção, o reservatório desempenha a função de armazenamento e distribuição da água tratada para a rede pública de abastecimento.
O sistema possui capacidade de tratamento de aproximadamente 55.000 L/h (cinquenta e cinco mil litros), atendendo à população da região do Ribeirão do Mafra com água dentro dos padrões de potabilidade exigidos pela legislação vigente.
O sistema é automatizado, com operação técnica 24 horas no local, também permite o monitoramento e o controle remoto de todas as etapas do processo por meio do sistema de supervisão e telemetria, proporcionando maior confiabilidade operacional, rapidez na tomada de decisões e otimização dos recursos humanos e energéticos.
O Sistema de Tratamento de Água da Limeira é abastecido por uma captação superficial em barragem de nível constante, de onde a água bruta é conduzida até a estação para o processo de tratamento.
A estação é composta por duas unidades modulares de tratamento, cada uma com capacidade nominal de 80.000 L/h (oitenta mil litros por hora), totalizando uma capacidade de produção de 160.000 L/h (cento e sessenta mil litros por hora). Cada módulo é constituído pelas unidades de floculação, decantação e filtração, garantindo a remoção eficiente das impurezas presentes na água bruta.
Após a etapa de filtração, a água tratada é encaminhada ao reservatório de contato, onde são realizadas as etapas finais do tratamento, compreendendo a desinfecção por cloração e a fluoretação, mediante dosagem controlada de ácido fluossilícico, assegurando o atendimento aos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação vigente.
Concluído o tempo de contato necessário para a desinfecção, a água é conduzida por gravidade para dois reservatórios de distribuição, cada um com capacidade de 500.000L (quinhentos mil litros), totalizando 1.000.000 L (um milhão de litros de água tratada armazenada), garantindo segurança operacional e regularidade no abastecimento da região.
O sistema é totalmente automatizado, com operação técnica 24 horas no local, também permite o monitoramento e o controle remoto de todas as etapas do processo por meio do sistema de supervisão e telemetria, proporcionando maior confiabilidade operacional, rapidez na tomada de decisões e otimização dos recursos humanos e energéticos.
O Sistema de Tratamento de Água da Santa Luzia é abastecido por uma captação superficial em barragem de nível constante, de onde a água é conduzida por gravidade até a estação de tratamento.
O tratamento é realizado por meio de um Filtro Russo, também conhecido como Clarificador de Contato, unidade que integra, em um único equipamento, os processos de coagulação, floculação, clarificação e filtração. Nesse sistema, a água bruta entra pela parte inferior do equipamento, atravessa o leito filtrante em fluxo ascendente e sai pela parte superior com significativa redução da turbidez, da cor e das partículas em suspensão, além de promover elevada remoção de microrganismos.
Após a etapa de clarificação e filtração, a água é encaminhada ao reservatório de contato, onde são realizadas as etapas finais do tratamento, compreendendo a desinfecção por cloração e a fluoretação, mediante dosagem controlada de ácido fluossilícico, em conformidade com os padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação vigente.
Concluído o tempo de contato necessário para a efetividade da desinfecção, a água tratada é conduzida por gravidade ao reservatório de distribuição, de onde é encaminhada à rede pública de abastecimento.
O sistema possui capacidade de tratamento de aproximadamente 54.000 L/h (cinquenta e quatro mil litros por hora), garantindo o fornecimento de água potável à população atendida pela região da Santa Luzia.
O sistema é automatizado, com operação técnica 24 horas no local, permite o monitoramento e o controle remoto das principais etapas do processo por meio do sistema de supervisão e telemetria, proporcionando maior confiabilidade operacional, rapidez na tomada de decisões e otimização dos recursos humanos e energéticos.
O Sistema de Tratamento de Água do Zantão é abastecido por uma captação superficial em barragem de nível constante, localizada em um manancial formado por diversas nascentes, das quais 36 encontram-se catalogadas, garantindo excelente disponibilidade hídrica e contribuindo para a segurança do abastecimento da região.
A estação é composta por uma unidade modular de tratamento, com capacidade nominal de 83.000 L/h (oitenta e três mil litros por hora), integrada pelas etapas de floculação, decantação e filtração, que promovem a remoção eficiente das partículas em suspensão e demais impurezas presentes na água bruta, assegurando a produção de água dentro dos padrões de potabilidade.
Após a etapa de filtração, a água é conduzida ao reservatório de contato, onde são realizadas as etapas finais do tratamento, compreendendo a desinfecção por cloração e a fluoretação, mediante dosagem controlada de ácido fluossilícico, em conformidade com a legislação vigente.
Concluído o tempo de contato necessário para a efetividade da desinfecção, a água tratada é encaminhada aos reservatórios de distribuição, com capacidades de 100.000 litros e 500.000 litros, totalizando 600.000 litros de reservação. A partir desses reservatórios, a água é distribuída à rede pública de abastecimento, garantindo regularidade e segurança no fornecimento à população atendida.
O sistema é totalmente automatizado, com operação técnica 24 horas no local, também permite o monitoramento e o controle remoto de todas as etapas do processo por meio do sistema de supervisão e telemetria, proporcionando maior confiabilidade operacional, rapidez na tomada de decisões e otimização dos recursos humanos e energéticos.
Controle de Qualidade
Com o objetivo de assegurar a qualidade da água destinada ao consumo humano, o controle operacional é realizado em conformidade com a legislação vigente e os padrões de potabilidade estabelecidos pelos órgãos competentes.
Nas Estações de Tratamento de Água (ETAs), são coletadas amostras de água bruta e de água tratada em intervalos regulares de duas horas. Nessas amostras são realizados ensaios físico-químicos, contemplando os parâmetros de turbidez, cor, cloro residual, flúor e pH, cujos resultados devem atender aos limites estabelecidos pela legislação aplicável.
Além do monitoramento realizado durante o processo de tratamento, a água distribuída à população também é submetida a rigoroso controle de qualidade. Mensalmente, são coletadas aproximadamente 120 amostras em pontos estrategicamente distribuídos ao longo da rede de abastecimento do município. Nessas amostras, além dos parâmetros físico-químicos, são efetuadas análises microbiológicas para detecção de Coliformes Totais e Escherichia coli, garantindo a segurança sanitária da água fornecida à população.
Todos os resultados das análises são registrados, monitorados e encaminhados aos órgãos competentes de regulação e fiscalização, em conformidade com as exigências legais, assegurando a transparência e a rastreabilidade do controle da qualidade da água.
Todos as análises realizadas são relatadas aos órgãos reguladores e fiscalizadores competentes.