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“É questão de saúde pública”, diz Luciano Camargo sobre ruas BA 042 e BA 043

Por força de lei, há anos moradores das ruas BA 042 e BA 043, ambas no bairro Bateas, não possuem acesso à água tratada. Ocorre que as residências existentes nessas localidades não são escrituradas, o que impede o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Brusque de fornecer o serviço público, mesmo com uma estação de tratamento presente a poucos metros destas vias.

Diante do impasse, os cidadãos que vivem na região são obrigados a consumirem água bruta de poços e, também, de um manancial localizado nas adjacências. A situação, que se arrasta por um longo tempo, acarreta em riscos para a saúde dos moradores, já que, mesmo aparentando ser cristalina, as águas captadas nestas casas possuem bactérias e outras impurezas.

Na última segunda-feira, 17 de maio, o diretor-presidente da autarquia, Luciano Camargo, acompanhado do coordenador da Área Técnica, Juliano Pereira; e do diretor de Expansão, engenheiro Eduardo Fernandes, fez um estudo de campo na região. Na ocasião, o gestor conversou com moradores e, também, coletou três amostras de água para análise físico-química.

O objetivo é a realização de um estudo técnico-jurídico para que, mesmo diante das questões legais acima apresentadas, o Samae consiga obter autorização para levar sua água tratada para a região.

“Essas águas demonstraram a presença de coliformes totais, fecais e, também, da bactéria Escherichia coli (E. coli), que é muito resistente e pode causar sérios danos à saúde das pessoas”, enfatiza Camargo. “É uma questão de saúde pública e o Samae precisa se preocupar com esta situação (...) tivemos relatos de moradores que tiveram problemas de pele, com bactéria, então nós vimos que esses moradores passam por extrema necessidade de água tratada”.

Até que se consiga viabilizar uma rede de água tratada para a região, a autarquia irá enviar, a partir da próxima semana, servidores especializados em meio ambiente para orientar a população local sobre procedimentos paliativos como, por exemplo, a fervura da água que será consumida.

“Enquanto isso, nós vamos buscar junto com nossa estrutura jurídica meios de levar água tratada para a região”, finaliza o diretor-presidente.